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Uma Palavra potente e provocativa
Essa Palavra, que é Jesus, não é somente voz, sopro saído da boca. Essa Palavra que é Jesus é tão potente (lembre-se que tudo foi criado através dela!), que não somente fala, mas faz a salvação acontecer. Por isso os milagres de Jesus, suas obras portentosas: para mostrar que ele é a Palavra eficaz e poderosa do nosso Deus. Ao curar um homem atormentado na sinagoga de Cafarnaum, Jesus nosso Senhor mostra toda a sua autoridade, seu poder e também o sentido de sua vinda entre nós: ele veio trazer-nos o Reino de Deus, do Pai, expulsando o reino de Satanás, isto é, tudo aquilo que demoniza a nossa vida e nos escraviza! – Obrigado, Senhor, Jesus, pela tua vinda! Obrigado pela tua obra de libertação! Muito obrigado porque, em ti, tudo é Palavra potente: tua voz, tuas ações salvadoras, teu modo de viver, teus exemplos, tuas atitudes! Tu não somente tens palavras de vida eterna; tu mesmo és a Palavra de Vida! Obrigado! Dá-nos a capacidade de escutar-te sempre! Se Jesus é essa Palavra potente, Palavra de vida, então viver sua Palavra é encontrar verdadeiramente a vida e a liberdade. Na leitura do Deuteronômio deste Domingo sagrado, Deus dizia, falando do Profeta que haveria de vir: “Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar. Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome”. Ora, se Jesus é a Palavra de Deus, então é nele que encontramos a luz para os nossos passos e o rumo da nossa existência. Num mundo como o nosso, que prega uma autonomia louca do homem em relação a Deus, uma autonomia contra Deus, nós, que cremos em Jesus, devemos cuidar de nos converter sempre a ele, escutando sua palavra. Ele nos fala: fala-nos nas Escrituras, fala-nos na voz da sua Igreja, fala-nos íntimo do coração, fala-nos na vida e nos acontecimentos... Certamente, ouvi-lo não é fácil, pois muitas vezes sua palavra é convite a sairmos de nós mesmos, de nossos pensamentos egoístas, de nossas visões estreitas, de nossa sensibilidade quebrada e ferida pelo pecado. Sairmos de nós para irmos em direção ao Senhor, iluminados pela sua santa palavra – eis o que Cristo nos propõe neste Domingo! 
Categoria: Meditações
Escrito por Pe. Henrique às 22h55
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O novo Moisés, maior que Moisés
Neste Domingo a Palavra a nós proclamada mostra o Senhor ensinando. O Evangelho nos dá conta que seu ensinamento causava admiração. E por quê? Porque Jesus não é um simples mestre, um mero “rabi”... No Livro do Deuteronômio, Moisés prometera – ou melhor, Deus mesmo prometera pela boca de Moisés: “O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar!” Eis! Moisés, o grande líder e libertador de Israel, aquele através do qual Deus falava ao seu povo e lhe dera a Lei, anuncia que Deus suscitará um profeta como ele. E os judeus esperavam esse profeta. Chegaram mesmo a perguntar a João Batista: “És o Profeta?” (Jo 1,21), isto é, “És o Profeta prometido por Moisés?” Pois bem, esse Profeta, esse que é o Novo Moisés, esse que é a própria Palavra de Deus chegou: é Jesus, nosso Senhor! Como Moisés, ele foi perseguido ainda pequeno por um rei que queria matar as criancinhas; como Moisés, ele teve que fugir do tirano cruel, como Moisés, sobre o Monte – não o Sinai, mas o das Bem-aventuranças – ele deu a Lei da vida ao seu povo; como Moisés, num lugar deserto, deu ao povo de comer, não mais o maná que perece, mas aquele pão que dura para a vida eterna. Jesus é o verdadeiro Moisés; e mais que Moisés, “porque a Lei foi dada por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1,17). Jesus é a plenitude da Lei de Moisés, Jesus não é somente um profeta, mas é o próprio Deus, Senhor dos profetas, Senhor de Moisés! Moisés deu testemunho dele no Tabor e cairia de joelhos a seus pés se o encontrasse. Jesus, caríssimos, é a própria Palavra do Pai feita carne, feita gente, habitando entre nós! 
Categoria: Meditações
Escrito por Pe. Henrique às 19h39
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De volta à Casa
Segundo notícias que circulam na imprensa de língua inglesa, o Papa Bento XVI está se preparando para acolher na Igreja católica um grupo que se separou da comunhão anglicana, a Traditional Anglican Communion. Esse grupo separou-se da Igreja Anglicana por discordar da ordenação de mulheres e da ordenação de homossexuais declarados. A Traditional Anglican Communion (Tac), em 2007, pediu à Santa Sé a “plena comunhão eclesial e sacramental” com a Igreja católica. É a primeira vez que uma comunidade inteira nescida da Reforma protestante pede comunhão com Roma. Segundo o jornal católico australiano “The Record”, a Congregação para Doutrina da Fé já deu parecer favorável e o grupo anglicano já fez profissão de fé católica, aderindo à doutrina da Igreja tal como exposta no Catecismo da Igreja Católica. Ao que tudo indica, ese grupo será feito um prelazia pessoal como o Opus Dei. É a mesma solução que Roma está pensando para os cismáticos lefebvrianos, que estão às portas de um acordo com a Santa Sé, para voltarem à plena comunhão com a Sé Apostólica. Esses “anglicanos tradicionalistas” seriam cerca de meio milhão. Os padres e Bispos deles na maior parte dos casos são casados. O primaz do grupo, o Arcebispo John Hepworth, insinuou que a entrada na Igreja de Cristo seria até a Páscoa, antes do fim do Ano Paulino. Em todo caso, os ex-anglicanos deverão entrar na Igreja católica antes da beatificação do Cardeal John Henry Newman, um teólogo anglicano que se converteu ao catolicismo e tornou-se cardeal. A Igreja acolhe com alegria a todos os cristãos que desejem retornar à plena comunhão com a Sé de Pedro e a inteira Igreja católica. No caso desse grupo, todos os padres serão reordenados, pois a Igreja não reconhece a validade das ordenações anglicanas. 
Categoria: Fatos
Escrito por Pe. Henrique às 19h12
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Palavra de Deus para o IV Domingo Comum - B
Leitura do Livro do Deuteronômio (Dt 18,15-20) Moisés falou ao povo, dizendo: 15“O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar. 16Foi exatamente o que pediste ao Senhor teu Deus, no monte Horeb, quando todo o povo estava reunido, dizendo: ‘Não quero mais escutar a voz do Senhor meu Deus, nem ver este grande fogo, para não acabar morrendo’. 17Então o Senhor me disse: ‘Está bem o que disseram. 18Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar. 19Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome. 20Mas o profeta que tiver a ousadia de dizer em meu nome alguma coisa que não lhe mandei, ou se falar em nome de outros deuses, esse profeta deverá morrer’”. Salmo responsorial (Sl 94) Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus! Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos! Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”. Leitura da Primeira Carta de São Paulo apóstolo aos Coríntios (1Cor 7,32-35) Irmãos: 32Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor. 33O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher 34e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido. 35Digo isto para o vosso próprio bem e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações. Aleluia, Aleluia, Aleluia (Mc 4,16) O povo que jazia nas trevas viu brilhar uma luz grnaidosa; a luz despontou para aqueles, que jaziam nas sombras da morte. Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 1,21-28) 21Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galiléia.
Escrito por Pe. Henrique às 14h41
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Estudo bíblico-catequético para o IV Domingo Comum - Ano B
1. Quanto à primeira leitura, eis alguns pontos que podem ser aprofundados: è Este texto tem muita importância para nós, cristãos. O que Deus promete ao povo? è Observe que aqui se fala de um Profeta todo especial, um profeta que terá a mesma autoridade de Moisés. Não é somente um profeta dentre outros, mas o Profeta que deve vir no final. Este Profeta era identificado por muitos como o Messias. Leia Jo 1,21. Observe que Jesus apresenta-se como o Profeta anunciado por Moisés: num lugar deserto, ele dá pão ao povo para comer; mas ele é maior que Moisés, pois dá o pão do céu. Leia Jo 6. è Outra idéia importante nesta leitura é a da santidade de Deus. A palavra santo (kadosh) quer dizer Separado, isto é aquilo que está para além de tudo que possamos imaginar. Só Deus é o Santo! Deus não é nosso amiguinho, não é nosso compadre: ama-nos, acolhe-nos, perdoa-nos, mas é o Santo e somente sendo por ele santificados podemos dele nos aproximar. Releia os vv. 15-17. Agora leia Is 6,1-7. Isaías ficou tão impressionado com a santidade de Deus, que gosta de chamá-lo o “Santo de Israel”. Só Deus é Santo. Leia Lc 1,35: Jesus é o Santo, Jesus é Deus como o Deus de Israel (= o Pai). è É importante também aqui o sentido da missão dos profetas. Em hebraico “profeta” diz-se “nabi”, que significa porta-voz, isto é, aquele que fala em nome de alguém. Assim, o profeta não pode falar em seu próprio nome, não pode ser profeta de si próprio e de suas próprias idéias: ele fala sempre e somente em nome de Deus; do contrário, é um falso profeta. Leia Jr 28: é uma história interessante e mostra a diferença entre o falso e o verdadeiro profeta! 2. Reze o Salmo responsorial e observe: è O que aconteceu em Massa e Meriba? Leia Ex 17,1-7 e Nm 20,1-13. è Note que o grande pecado de Israel foi colocar Deus à prova: “O Senhor está ou não conosco?” Não é também, muitas vezes, a nossa tentação e o nosso pecado? Será que sabemos reconhecer os sinais de Deus na nossa vida? Sabemos escutar sua voz? 3. Quanto à segunda leitura: è Todo o capítulo 7 da Primeira aos Coríntios trata do casamento e da virgindade consagrada, isto é, os que permanecem solteiros por amor do Reino dos Céus (cf. Mt 19,12). è Tome, na sua Bíblia, todo o capítulo 7. São Paulo deixa claro que o estado do celibato (= permanecer solteiro por amor de Cristo) é superior ao estado do matrimônio. Leia os vv. 1, 7, 8, 25s, 32-35. É pensando nisto e em outros textos do Novo Testamento e da contínua tradição cristã, que a Igreja louva e recomenda o celibato e o exige dos seus ministros. è Observe o quanto os protestantes – neste como noutros aspectos! - estão distantes do sentimento das Escrituras Sagradas quando criticam o celibato! è Veja que São Paulo não desvaloriza o matrimônio: ele também é santo e é um dom de Deus. Tanto o matrimônio quanto celibato são dons de Deus para sua Igreja. Procure localizar estas idéias neste capítulo 7. è Mas, por que o celibato é superior? Por dois motivos: um teológico (ele exprime o quanto é urgente o Reino de Deus e o quanto este mundo passa e o cristão vive na expectativa do senhor – vv.29-31) e outro psicológico-existencial (o celibatário tem o coração mais disponível para servir diretamente o Senhor – vv. 25-26; 32-34). è Observe como, para o cristão, o sexo no casamento é santo e deve ser plenamente vivido pelo casal. Leia os vv. 1-5. è Veja também como, na concepção cristã, marido e mulher se santificam mutuamente. Leia os vv. 12-16. è Observe ainda como o Apóstolo louva o casal cristão quando passa algum período sem relações sexuais por amor de Deus. Não é uma ordem, mas um conselho! Aqui, poder-se-ia perguntar como os casais cristãos vivem isso hoje? Não seria um belo modo de planejamento familiar como a Igreja aprova e recomenda? Leia os vv. 5-6. è Note a expressão “casar no Senhor”: significa que o cristão deve casar-se sempre com o sacramento do matrimônio (cf. v. 39). 4. Agora, tome o Evangelho deste Domingo: è Nestes primeiros domingos do Tempo Comum, estamos ouvindo os inícios do ministério público de Jesus. Já vimos como ele veio anunciar o Reino, como nos chama à conversão para acolher o Reinado de Deus na nossa vida, como ele chamou os primeiros discípulos... Hoje, o Evangelho apresenta um resumo da sua atividade: pregação, exorcismos, admiração do povo com sua doutrina tão original. è Por que Jesus não prega como os outros escribas e rabinos? è Note bem: enquanto os rabinos comentavam a Lei de Moisés, Jesus coloca no centro de sua pregação o Reino do seu Deus e Pai e coloca-se acima da Lei: “Ouvistes o que foi dito... eu, porém, vos digo...” Ou, então, fala com sua própria autoridade, sem apelar para a Lei: “Em verdade, em verdade eu vos digo...” É isto que o Evangelho quer dizer quando afirma que ele ensina de um modo novo, com autoridade (cf. v27). è Um dos aspecto do ministério de Jesus era a prática dos exorcismos, isto é, a expulsão de demônios. è Os demônios são anjos decaídos que podem prejudicar as pessoas pela tentação, a obsessão ou a possessão. Eles se apavoram diante de Jesus e proclamam seu nome. Jesus não aceita tal proclamação, pois não nasce do amor, da fé e, portanto, é vazia e distorcida. è O poder de libertar a humanidade das forças demoníacas foi dado por Jesus à sua Igreja. Tal ministério exige oração, penitência e muita paciência e perseverança, além de um verdadeiro combate espiritual por parte daquele que é tentado e prejudicado pelo Diabo e seus demônios.
Escrito por Pe. Henrique às 14h39
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Que Cristo desperte em nós!
Dos Sermões de Santo Agostinho (354-430), Bispo e Doutor da Igreja: O teu coração é perturbado pelas vagas; a injúria suscitou em ti o desejo da vingança. E assim: vingaste-te e naufragaste. Por quê? Porque Cristo adormeceu em ti, quer dizer, esqueceste-te de Cristo. Recorda-te de Cristo, e Cristo despertará em ti. Esqueceste-te do que Ele disse na cruz: «Perdoa-lhes, ó Pai: porque não sabem que fazem»? (Lc 23,34) Aquele que adormecera no teu coração recusou vingar-Se. Desperta, lembra-te d'Ele. A Sua memória é a Sua palavra; é o Seu mandamento. E, quando despertares Cristo em ti, dirás a ti mesmo: «Que homem sou para querer vingar-me? Aquele que disse: «Dai e dar-se-vos-á; perdoai e sereis perdoados» (Lc 6,37) não me acolherá. Reprimirei, então, a minha cólera, e o meu coração encontrará de novo o repouso». Cristo ordenou ao mar, e ele acalmou. Desperta Cristo, deixa-O falar-te. «Quem é Este, a quem até o vento e o mar obedecem?» Quem é Este a quem o mar obedece? «Dele é o mar; foi Ele quem o criou;» (Sl 94,5); «Tudo começou a existir por meio d'Ele» (Jo 1,3). Imita os ventos e o mar: obedece ao Criador. O mar ouviu a ordem de Cristo, e tu, vais continuar surdo? O mar obedece, o vento acalma-se, vais tu continuar a opor-te? Falar, agir, urdir maquinações, não será objetar e recusar o mandamento de Cristo? Quando o teu coração é abalado, não o deixes submergir pelas ondas. No entanto, se o vento nos derruba – porque somos apenas homens – e agita as paixões más do nosso coração, não desesperemos. Acordemos Cristo, a fim de prosseguirmos a nossa viagem sobre um mar apaziguado e chegarmos à pátria. 
Categoria: Meditações
Escrito por Pe. Henrique às 13h23
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O exemplo do Cristo Jesus
Dos escritos de São Vicente de Paulo (1581-1660), presbítero, fundador de comunidades religiosas: Não tenhais a paixão de parecerdes superiores, nem mestres. Não estou de acordo com uma pessoa que me dizia, há alguns dias, que, para bem conduzir e manter a autoridade, era preciso fazer ver que se era o superior. Ó meu Deus! Nosso Senhor Jesus Cristo não falou nada assim; ele ensinou-nos o contrário, com a palavra e com o exemplo, dizendo-nos que Ele próprio veio, não para ser servido, mas para servir os outros, e que aquele que quiser ser o primeiro deve ser o escravo de todos (Mc 10, 44-45). Por isso, entregai-vos a Deus, a fim de falardes no espírito humilde de Jesus Cristo, confessando que a vossa doutrina não é vossa, nem de vós, mas do Evangelho. Imitai, sobretudo, a simplicidade das palavras e das comparações que Nosso Senhor fazia na Sagrada Escritura, falando ao povo. Que maravilhas não podia Ele ensinar ao povo! Que segredos não teria Ele sido capaz de desvendar sobre a Divindade e as Suas admiráveis perfeições, Ele que era a Sabedoria eterna de Seu Pai! No entanto, vede como fala inteligivelmente, e como se serve de comparações familiares, de um trabalhador, de um vinhateiro, de um campo, de uma vinha, de um grão de mostarda. Aí está como é preciso que vós faleis, se quereis fazer-vos entender pelo povo, a quem anunciais a palavra de Deus. Outra coisa à qual deveis dar uma atenção muito particular é terdes uma grande dependência em relação à conduta do Filho de Deus; quero dizer que, quando for preciso agir, façais esta reflexão: «Isto está de acordo com as máximas do Filho de Deus?» Se achardes que está, dizei: «No momento certo, façamos»; se não, dizei: «Não o farei nunca». Mais, quando for o caso de fazer qualquer boa obra, dizei ao Filho de Deus: «Senhor, se estivésseis no meu lugar, como faríeis Vós nesta ocasião? Como instruiríeis Vós o povo? Como consolaríeis Vós este doente do espírito ou do corpo?» Procuremos fazer com que Jesus Cristo reine em nós. 
Categoria: Meditações
Escrito por Pe. Henrique às 19h12
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Médicos ou assassinos?
Caro Internauta, leia esta notícia. Observe a dignidade de uma mulher e verdade e o sanha assassina de muitos médicos atuais. É bom pensar na reportagem de Veja, revista abordista, e nos médicos que ali falam... A vida humana não vale nada para essa gente: nem o homem nem Deus! A mãe que deu à luz óctuplos na segunda-feira, na cidade californiana de Bellflower, rejeitou a opção que lhe deram os médicos de fazer um aborto seletivo, informou hoje o jornal "Los Angeles Times". A mulher, que já tinha seis filhos e se submetera no ano passado a um tratamento de fertilidade, nunca imaginava que teria mais oito filhos, segundo relatou ao jornal a mãe dela, Angela Suleman, admitindo que criar 14 crianças "será difícil". Segundo Suleman, quando sua filha soube que teria outros oito filhos, os médicos lhe deram a opção de um "aborto seletivo" de alguns dos fetos, uma possibilidade que ela rejeitou. "Ela se negou a matá-los. Isto é uma coisa muito dura", afirmou Suleman. Seus outros seis filhos têm, respectivamente, sete, seis, cinco e três anos, além de dois gêmeos de dois anos.  "Pode a mãe esquecer o seu filho?" (Is 49,15)
Categoria: Fatos
Escrito por Pe. Henrique às 19h06
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A vida ameaçada; o assassinato elogiado
Caro Internauta, não sei se você teve notícia da Revista Veja da semana passada: no fundo uma articulada campanha a favor do aborto. Agora elogiando os médicos que ajudam seus pacientes na prática abortiva. Se uma paciente está decidia a abortar, esses gloriosos médicos orientam, ajudam e até fazem o aborto... Dão a isso um nome bonito, moderno, criativo e hipócrita: redução de danos. Pronto: assim, as mães assassinas podem abortar tranquilamente e ficam livres do problema que geraram.... Os médicos ganham seu dinheiro e a criança que nasceria é eliminada! Viva a nossa cultura, viva o homem liberado, viva a autonomia humana! A verdade é que o aborto será sempre um crime, uma desumanidade, um pecado, uma monstruosidade! Nada justifica que uma mulher mate o ser humano que nela se desenvolve! Aqui não tem subterfúgio médico ou filosófico: tem-se uma vida humana e é direito de todo ser humano viver, desenvolver suas potencialidades e ser feliz. Pena que o próprio Presidente Obama, que fala tanto em direito à vida e à felicidade, um dos fundamentos da Constituição dos Estados Unidos, apoio e incentive o aborto... "Tu me teceste no seio materno; tu me conhecias no ventre de minha mãe" (Sl 138).
Categoria: Análises
Escrito por Pe. Henrique às 10h55
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Eucaristia, fé e caridade
Da Carta aos Efésios, de Santo Inácio de Antioquia (séc. I-II), Bispo e mártir: Cuidai de vos reunirdes com mais frequência para oferecer a Deus a vossa eucaristia, as vossas ações de graças e os vossos louvores. Por vos reunirdes frequentemente, enfraqueceis as forças de Satanás e o seu poder pernicioso dissipa-se perante a unanimidade da vossa fé. Haverá algo melhor do que a paz, esta paz que desarma todos os nossos inimigos espirituais e carnais? Não ignorareis nenhuma destas verdades, se tiverdes por Jesus Cristo uma fé e uma caridade perfeitas. Estas duas virtudes são o princípio e o fim da vida: a fé é o seu princípio, a caridade a sua perfeição; a união das duas, o próprio Deus; todas as outras virtudes as seguem em procissão para conduzir o homem à perfeição. A profissão da fé é incompatível com o pecado e a caridade com o ódio. «É pelos frutos que se conhece a árvore» (Mt 12,33); da mesma forma, é pelas suas obras que se reconhecem os que fazem profissão de pertencer a Cristo. Pois, neste momento, para nós, não se trata apenas de fazer profissão da nossa fé, mas efetivamente de a por em prática com perseverança, até ao fim. Mais vale ser-se cristão sem o dizer, do que dizê-lo sem o ser. Fica muito bem ensinar, desde que se pratique o que se ensina. Nós temos, portanto, um só Mestre (Mt 23,8), Aquele que «disse, e tudo foi feito» (Sl 32,9). Mesmo as obras que realizou em silêncio são dignas do Pai. Aquele que compreende verdadeiramente a palavra de Jesus pode até ouvir o Seu silêncio; será então perfeito: agirá através de Sua palavra e manifestar-se-á pelo Seu silêncio. Nada escapa ao Senhor; mesmo os nossos segredos estão na Sua mão. Façamos portanto todas as nossas ações com o pensamento de que Ele habita em nós; seremos então nós mesmos Seus templos, e Ele será o nosso Deus, que habita em nós.

Categoria: Meditações
Escrito por Pe. Henrique às 11h31
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Bento XVI: posição claríssima
Apresento também, meu Leitor, a palavra do Santo Padre sobre o Holocausto. Os judeus e o mudo celebraram o Dia da Memória, para recordar este acontecimento terrível do extermínio de seis milhões de judeus pelo regime nazista. Esta recordação é necessária, desde que no seu sentido construtivo de um futuro de paz e compreensão, sem rancor nem manipulações emotivas. Recordar para ter responsabilidade histórica, recordar para não mais repetir os erros, recordar para reverenciar os que tombaram: nos judeus, ciganos e outros grupos que os nazistas desejavam exterminar e humilhar, foi toda a humanidade que, de certo modo, foi agredida, humilhada e negada na sua dignidade de imagem de Deus! A seguir, as palavras do Papa, que são também uma resposta à polêmica desnecessária pela suspensão da excomunhão dos Bispos lefebvrianos: Nestes dias em que recordamos a Shoah (= Holocausto), voltam-me à memória as imagens das minhas repetidas visitas a Auschwitz, um dos campos de concentração nos quais se consumou o genocídio de milhões de hebreus, vítimas inocentes de um cego ódio racial e religioso. Enquanto renovo com afeto a expressão de minha plena e indiscutível solidariedade com os nossos Irmãos destinatários da Primeira Aliança, desejo que a memória da Shoah leve a humanidade a refletir sobre a imprevisível potência do mal quando conquista o coração do homem. A Shoah seja para todos advertência contra o ódio, contra a negação ou o reducionismo, porque a violência feita contra um só ser humano é violência contra todos. Nenhum homem é uma ilha, escreveu um conhecido poeta. A Shoah ensine especialmente, seja às antigas quanto às novas gerações, que só o trabalhoso caminho da escuta e do diálogo, do amor e do perdão, conduz os povos, as culturas e as religiões do mundo ao desejado objetivo da fraternidade e da paz na verdade. Que nunca mais a violência humilhe a dignidade do homem! 
Escrito por Pe. Henrique às 21h26
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Bento XVI: palavras de pai e pastor
Caro Internauta, eis a palavra do Santo Padre hoje, na Audiência Geral, sobre a suspensão da excomunhão dos Bispos tradicionalistas. Note bem: é um ato de misericórdia; não significa que o Papa concorda com a posição deles; o Papa espera deles obediência concreta e efetiva e que acolham o Concílio Vaticano II, cuja autoridade não está em discussão! Seguem as palavras de Bento XVI: Na homilia pronunciada por ocasião da solene inauguração do meu Pontificado, afirmei que é “explícito” dever do Pastor “o convite à unidade”, e comentando as palavras evangélicas relativas à pesca milagrosa, afirmei: “mesmo sendo tantos peixes, a rede não se rompeu”. Prossegui depois destas palavras evangélicas: “Ah! Amado Senhor, ela – a rede – agora está rompida, queremos dizer pesarosos”! E continuei: “Mas, não – não devemos estar tristes! Alegramo-nos pela tua promessa que não desilude e façamos todo o possível para percorrer o caminho para a unidade que tu nos prometeste... Não permitas, Senhor, que a tua rede se rompa e ajuda-nos a ser servidores da unidade”. Exatamente para realizar este serviço à unidade, que caracteriza de modo específico o meu ministério de Sucessor de Pedro, decidi há alguns dias conceder a remissão da excomunhão na qual haviam incorrido os quatro Bispos ordenados em 1988 por Dom Lefebvre sem mandato pontifício. Realizei este ato de paterna misericórdia, porque repetidamente estes Prelados me manifestaram seu vivo sofrimento pela situação na qual se encontravam. Auguro que a este meu gesto se faça seguir o solícito empenho da parte deles em realizar os necessários passos ulteriores para realizar a plena comunhão com a Igreja, testemunhando assim a verdadeira fidelidade e o vedadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa e do Concílio Vaticano II. Na homilia pronunciada por ocasião da solene inauguração do meu Pontificado, afirmei que é “explícito” dever do Pastor “o convite à unidade”, e comentando as palavras evangélicas relativas à pesca milagrosa, afirmei: “mesmo sendo tantos peixes, a rede não se rompeu”. Prossegui depois destas palavras evangélicas: “Ah! Amado Senhor, ela – a rede – agora está rompida, queremos dizer pesarosos”! E continuei: “Mas, não – não devemos estar tristes! Alegramo-nos pela tua promessa que não desilude e façamos todo o possível para percorrer o caminho para a unidade que tu nos prometeste... Não permitas, Senhor, que a tua rede se rompa e ajuda-nos a ser servidores da unidade”. Exatamente para realizar este serviço à unidade, que caracteriza de modo específico o meu ministério de Sucessor de Pedro, decidi há alguns dias conceder a remissão da excomunhão na qual haviam incorrido os quatro Bispos ordenados em 1988 por Dom Lefebvre sem mandato pontifício. Realizei este ato de paterna misericórdia, porque repetidamente estes Prelados me manifestaram seu vivo sofrimento pela situação na qual se encontravam. Auguro que a este meu gesto se faça seguir o solícito empenho da parte deles em realizar os necessários passos ulteriores para realizar a plena comunhão com a Igreja, testemunhando assim a verdadeira fidelidade e o vedadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa e do Concílio Vaticano II. Na homilia pronunciada por ocasião da solene inauguração do meu Pontificado, afirmei que é “explícito” dever do Pastor “o convite à unidade”, e comentando as palavras evangélicas relativas à pesca milagrosa, afirmei: “mesmo sendo tantos peixes, a rede não se rompeu”. Prossegui depois destas palavras evangélicas: “Ah! Amado Senhor, ela – a rede – agora está rompida, queremos dizer pesarosos”! E continuei: “Mas, não – não devemos estar tristes! Alegramo-nos pela tua promessa que não desilude e façamos todo o possível para percorrer o caminho para a unidade que tu nos prometeste... Não permitas, Senhor, que a tua rede se rompa e ajuda-nos a ser servidores da unidade”. Exatamente para realizar este serviço à unidade, que caracteriza de modo específico o meu ministério de Sucessor de Pedro, decidi há alguns dias conceder a remissão da excomunhão na qual haviam incorrido os quatro Bispos ordenados em 1988 por Dom Lefebvre sem mandato pontifício. Realizei este ato de paterna misericórdia, porque repetidamente estes Prelados me manifestaram seu vivo sofrimento pela situação na qual se encontravam. Auguro que a este meu gesto se faça seguir o solícito empenho da parte deles em realizar os necessários passos ulteriores para realizar a plena comunhão com a Igreja, testemunhando assim a verdadeira fidelidade e o vedadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa e do Concílio Vaticano II.

Escrito por Pe. Henrique às 21h11
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Em tempo
Caro Leitor, o rabinato de Jerusalém infornou que não cortou relações com o Vaticano, como antes a imprensa do mundo todo havia noticiado. Menos mal! No entanto, permanece o fato: os judeus devem abster-se de meterem a colher nos assuntos internos da Igreja. Está mais que claro o compromisso católico contra toda discriminação e todo antissemitismo; está patente o profundo carinho e respeito de Bento XVI para com o Povo da Antiga Aliança. Desde o Vaticano II a Igreja vem dando contínuas e claras mostras do seu afeto e respeito pelo povo judeu. Os judeus, portanto, devem desistir da atitude de vitimismo que costumam cultivar. Isto não ajuda numa relação sadia, arejada e fraterna. Devemos olhar para frente e construir um futuro; não ficar eternamente apontando os erros do passado - que foram concretos, sofridos e lamentáveis... O Holocausto foi um fato triste e vegonhoso e deverá sempre ser recordado, para que a humanidade possa ver até onde pode chegar quando o sentido de Deus e do homem, sua imagem, é esquecido, deturpado ou desrespeitado. Compreendemos o quanto este assunto fira a memória judaica - e a nós entristece. Mas, isto não dá passe livre para que as autoridades do judaísmo metam-se nos assuntos internos da Igreja (mesmo porque não compreendem os detalhes e meandros dos assuntos cristãos).  Bento XVI num dos tantos encontros com autoridades judaicas: sincera e desarmada estima.
Escrito por Pe. Henrique às 20h50
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Exagero de susceptibilidade...
Caro Leitor, leia estas duas notícias. Depois comento: Eis a primeira notícia: O Rabinato de Israel cortou todos os seus laços com a Santa Sé de forma indefinida em protesto pela decisão do papa Bento 16 de revogar a excomunhão de um bispo que nega o Holocausto. Em uma carta enviada à Santa Sé por seu diretor geral, Oded Weiner, o Rabinato comunica sua indignação pela reabilitação do bispo britânico Richard Williamson e suspende um encontro entre judeus e cristãos programado para o início de março, publica hoje o jornal "Jerusalem Post". "Sem uma desculpa pública será difícil continuar com este diálogo", afirma a carta de Weiner, que vazou antes de chegar à Santa Sé. O encontro devia acontecer entre os dias 2 e 4 de março em Roma entre o Rabinato, entidade oficial em Israel, e a Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo, presidida pelo cardeal Walter Casper. Em declarações ao jornal, seu colega na Comissão israelense paralela, o rabino Shear Yashuv Cohen, se mostrou esperançoso de que o bispo corrija suas posturas antes de voltar ao diálogo inter-religioso. Williamson descartou recentemente a possibilidade de que seis milhões de judeus tenham sido mortos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, e estimou que no máximo havia "entre 200 mil e 300 mil mortos em campos de concentração, mas nenhum em câmaras de gás". Agora, a segunda: O papa Bento XVI condenou hoje o revisionismo sobre o Holocausto e afirmou que este episódio deve servir a todos como "advertência contra o esquecimento, a negação e o reducionismo". Diante de milhares de fiéis que compareceram à Sala Paulo VI para a audiência pública das quartas-feiras, o papa condenou novamente "o massacre de milhões de judeus, vítimas inocentes de um cego ódio racial e religioso". Bento XVI respondeu assim às duras críticas feitas estes dias por importantes rabinos à Igreja Católica e a ele pelas declarações do bispo Richard Williamson, ao qual acaba de revogar a excomunhão e que afirmou que "não existiram as câmaras de gás" e que apenas cerca de 300 mil judeus - "e não seis milhões" - morreram nos campos de concentração nazistas. "Nestes dias nos quais lembramos a Shoah (Holocausto) retornam a minha memória as imagens nas diferentes visitas a Auschwitz, um dos locais nos quais se consumou o feroz massacre de milhões de judeus, vítimas inocentes de um cego ódio racial e religioso", declarou o pontífice. O papa reiterou "com afeto" sua "plena e indiscutível solidariedade" com os judeus e expressou o desejo de "que a memória da Shoah induza a humanidade a refletir sobre a imprevisível potência do mal quando conquista o coração do homem". "A Shoah deve ser para todos uma advertência contra o esquecimento, a negação ou o reducionismo, pois a violência feita contra um só homem é violência contra todos", declarou. Observações minhas: 1. Já expliquei aqui num post abaixo. Bento XVI, preocupado em reparar o cisma dos tradicionalistas lefebvrianos, suspendeu a excomunhão dos quatro Bispos sagrados ilicitamente pelo falecido Dom Marcel Lefebvre. Um desses Bispos havia recentemente dado uma entrevista a uma TV sueca e, falando sobre a II Guerra Mundial, negou o Holocausto. 2. Agora, boa parte da mídia e os judeus criticam o Papa por suspender a excomunhão do Bispo. É demais, muito demais – perdoem o português! Não tem nada a ver uma coisa com a outra! A excomunhão dos Bispos deu-se unicamente porque eles foram ordenados sem a permissão do Papa. Não tem alguma relação com posições outras desses homens. Aqui, a preocupação do Papa é com a questão da divisão dentro da Igreja! 3. Quando a imprensa e os judeus metem-se com isso, cometem um ato absolutamente inaceitável de ingerência nos assuntos internos da Igreja. Bento XVI já demonstrou de muitíssimos modos e em diversas ocasiões sua simpatia e seu carinho pelos judeus. Agora, esta sensibilidade extrema e intrometida, sinceramente, não pode ser aceita nem tolerada! Os judeus reclamaram porque o Papa liberou a liturgia de São Pio V, que traz na Sexta-feira Santa uma oração que pede que os judeus aceitem a luz de Cristo; os judeus querem impedir que o Papa beatifique Pio XII, os judeus, assim, não estão colaborando em nada para o diálogo com os cristãos. 4. Diálogo sim, mas com respeito mútuo! Daqui a pouco, eles vão querer que o Papa não mais fale de Cristo, vão solicitar que rasguemos o Novo Testamento e que reneguemos nossa fé cristã! Ora, tenham paciência! A Igreja, graças a Deus, preza os judeus e, atualmente, tem sido firme em condenar toda forma de antissemitismo. Basta um pouco de boa vontade e mente aberta para ver isso! Como é difícil hoje, este mundo do politicamente correto e das palavras mais que medidas! Tanta susceptibilidade, tanta bobagem, tanto factóide! Deus ilumine o Santo Padre e lhe dê muita paciência e firmeza!  O Papa em visita ao Campo de Concentração de Auschwitz: estima pelos judeus.
Categoria: Análises
Escrito por Pe. Henrique às 12h46
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A Palavra fez-se silêncio
Dos Sermões do Beato Guerrico d'Igny (1080-1157), abade cisterciense: Obviamente, é uma palavra «certa e digna de toda a aceitação» (1Tm 1,15), porque a Tua Palavra é onipotente, Senhor! Descida de um imenso e profundo silêncio, do alto, das moradas reais do Pai (Sb 18,14-15), para repousar numa manjedoura de animais, esta Palavra fala-nos melhor, por agora, através do Seu silêncio. «Quem tiver ouvidos, ouça» o que nos diz este santo e misterioso silêncio do Verbo eterno. Com efeito, haverá alguma coisa que inculque a regra do silêncio com tanta força e autoridade, que reprima o mal inquieto da língua e das tempestades de palavras, como a Palavra de Deus, silenciosa entre os homens? «A palavra ainda não me chegou à boca» (Sl 138,4), parece proclamar a Palavra onipotente, desde que se submete a Sua mãe. E nós, com que loucura dizemos: «confiamos na força da nossa língua; os nossos lábios nos defenderão; quem nos poderá dominar?» (Sl 11,5). Que doçura seria para mim, se me fosse permitido guardar silêncio, apagar-me e calar-me, sem ter sequer de falar sobre o bem, para poder prestar mais atenção, para ficar mais recolhido, para escutar as palavras secretas e os significados sagrados deste silêncio divino! Como gostaria de ir à escola do Verbo por tanto tempo quanto o que o próprio Verbo guardou silêncio, na escola de Sua mãe. «O Verbo fez-se homem e veio habitar conosco» (Jo 1,14). Ponhamos então toda a nossa devoção, irmãos, em meditar sobre Cristo envolto nos panos com os quais Sua mãe O cobriu, para que vejamos, na alegria eterna do Reino, a glória e a beleza com a qual Seu Pai O terá revestido. 
Categoria: Meditações
Escrito por Pe. Henrique às 12h05
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Excomunhão suspensa
Meu caro Internauta, o Santo Padre Bento XVI resolveu suspender a excomunhão dos quatro Bispos tradicionalistas, excomungados juntamente com Dom Marcel Lefebvre e Dom Castro Mayer (ex-Bispo de Campos). Todos eles tinham sido excomungados por João Paulo II em 1988.  Dom Marcel Lefebvre
Recordem que Dom Lefebvre é o fundador da Fraternidade São Pio X, formada por tradicionalistas radicais que, de modo geral, refutam o Vaticano II, vivem num clima de guerra a tudo que é renovação na Igreja e têm uma atitude integrista, muitas vezes doentia. Exemplo dessa mentalidade é o pessoal do site Montfort... Dom Lefebvre foi excomungado por sagrar quatro Bispos sem a permissão do Papa. Dom Castro Mayer recebeu a excomunhão por participar dessa sagração ilícita. Também os quatro sacerdotes sagrados foram excomungados. Dom Lefebvre e Dom Castro Mayer já morreram – e morreram excomungados.  Bento XI: boa vontade, misericórdia e solicitude pela unidade da Igreja.
Agora, o Santo Padre, num gesto de misericórdia e de busca da comunhão na Igreja, suspendeu a excomunhão dos quatro Bispos. No entanto, eles estão suspensos a divinis: não podem licitamente exercer o ministério episcopal (e, no entanto, continuam exercendo por rebeldia). Tem mais: um desse Bispos, Dom Richard Williamson, andou recentemente dando uma entrevista à TV sueca, quando afirmou que não houve câmaras de gás contra os judeus na II Guerra Mundial. Claro que isso é doidice: todo mundo sabe das câmaras de gás e dos seis milhões de judeus assassinados. O Bispo está errado e deve calar a boca. Disto é o pessoal da Fraternidade São Pio X que deve cuidar - e a Fraternidade já tornou pública uma declarção criticando a atitude do Bispo. A questão é que, por causa desta bendita declaração, os “sensibilíssimos” judeus italianos e a mídia anticatólica, estão de cara feia porque o Papa suspendeu a excomunhão. Essa gente pensa que a Igreja se move pelo politicamente correto! A suspensão da excomunhão não tem nada a ver com as bobagens que o Bispo andou falando: é simplesmente um gesto de buscar a unidade da Igreja; é uma questão interna da Igreja e os judeus ou a mídia não têm nada a ver com isso!  Dom Lefebvre sagrando os quatro Bispos ilicitamente: fora da comunhão com o Sucessor de Pedro.
Categoria: Fatos
Escrito por Pe. Henrique às 00h11
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Novo Patriarca para a Rússia
Caro Leitor, foi eleito o novo Patriarca de Moscou, chefe da Igreja Ortodoxa russa, no lugar de Aleixo II, recentemente falecido. Trata-se do Metropolita Kiril (Cirilo), de 62 anos. É bom saber que Bento XVI tem feito um esforço gigantesco para aproximar da Comunhão católica as Igrejas ortodoxas, que se separaram de Roma em 1054. Essas Igreja são verdadeiramente “Igrejas”, pois têm a Eucaristia plena e o Episcopado válido e na sucessão apostólica. Além do mais, de modo geral, guarda de modo íntegro o patrimônio da fé com foi recebida dos Apóstolos. O maior problema é reconhecer no Papa, Sucessor de Pedro, o Chefe visível da Igreja de Cristo. Os Bispos ortodoxos reconhecem no Papa simplesmente o primeiro dos Bispos. Mas, isto, certamente, é insuficiente... Rezemos para que o novo Patriarca russo dê passos importantes rumo à plena comunhão com a Igreja católica e a Sé de Pedro. Basta recordar, que de todas as Igrejas ortodoxas, a russa é a mais complicada no diálogo ecumênico...
 O novo Patriarca, ainda simpes Arcebispo, em visita ao Papa.
Categoria: Fatos
Escrito por Pe. Henrique às 00h02
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Conhecer a Cristo, piedade dos cristãos
Dos Sermões do Beato Guerrico d'Igny (1080-1157), abade cisterciense: O Evangelho mostra-nos o rosto mais belo de Cristo: a Sua vida e os ensinamentos que deu, por palavras e pelo próprio exemplo. Conhecer a Cristo desta forma constitui, na vida presente, a piedade dos cristãos. Por isso Paulo, sabendo que «é o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada» (Jo 6,63), quer conhecer a Cristo, mas já não à maneira humana (2Cor 5,16), a fim de consagrar-se por inteiro Àquele que é o Espírito que vivifica (1Cor 15,45). Ora, Maria parece partilhar este sentimento: ao desejar fazer penetrar em todos os corações o Bem-Amado nascido de seu seio, o Bem-Amado de seus desejos, ela descreve-O não segundo a carne, mas segundo o Espírito. Também ela parece dizer, com Paulo: «Ainda que tenha conhecido a Cristo à maneira humana, agora já não O conheço assim.» (2Cor 5,16). Com efeito, também ela deseja gerar, em todos os seus filhos adotados, o seu Filho único. Por isso, apesar de eles terem sido gerados pela palavra da verdade (Tg 1,18), Maria continua, em cada dia, a concebê-los pelo desejo e a solicitude da sua ternura maternal, até que estes cheguem «à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao homem adulto, à medida completa da Unidade de Cristo» (Ef 4,13), seu Filho, Aquele que ela concebeu e deu ao mundo. Ela faz-nos assim, portanto, o elogio desse fruto de seu seio: «Sou a mãe do puro amor, do temor, do conhecimento e da digna esperança» (Eclo 24,18). - É esse então o teu Filho, ó Virgem das virgens? É esse o teu Bem-Amado, ó mais bela das mulheres? (Ct 5,9). - «Este é certamente o meu Amado; Este é o meu Filho, ó mulheres de Jerusalém (Ct 5,9). O meu Bem-Amado é, em si mesmo, o puro amor, e n'Aquele que d'Ele nasceu, do meu Bem-Amado, está o amor puro, o temor, a digna esperança e o conhecimento». 
Categoria: Meditações
Escrito por Pe. Henrique às 16h08
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A obediência por causa de Cristo
Dos escritos de Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa:
Aquele que se deixa conduzir como uma criança pelo vínculo da santa obediência chegará ao Reino de Deus prometido «às criancinhas» (Mt 19,14). Esta obediência conduziu Maria, a filha de rei, da casa de Davi, para a modesta casa do humilde carpinteiro de Nazaré; conduziu os dois seres mais santos do mundo para fora do recinto protetor do seu humilde lar, pelas grandes estradas, até ao estábulo de Belém. A obediência depositou o Filho de Deus na manjedoura.
Na pobreza, livremente escolhida, o Salvador e Sua mãe percorreram os caminhos da Judeia e da Galileia e viveram da esmola dos que acreditavam. Nu e despojado, o Senhor foi suspenso da cruz e entregou ao discípulo amado a proteção de sua mãe (cf. Jo 19,25ss.).
Eis o motivo por que Ele pede a pobreza àqueles que O querem seguir. O coração deve estar livre de tudo o que o prende aos bens terrenos, não deve desejá-los, não deve inquietar-se, nem deles depender, se quer pertencer totalmente ao Esposo divino.

Categoria: Meditações
Escrito por Pe. Henrique às 11h29
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